A cardiopatia congênita se caracteriza por qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que aparece nas primeiras 8 semanas de gestação. Pois, é nesse período que o órgão é formado. Aliás, ela ocorre devido a uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca. Além disso, essas anormalidades são capazes de causar disfunções no desenvolvimento do feto, podendo comprometer o indivíduo por toda a vida.
A cardiopatia congênita pode apresentar sintomas no nascimento, durante a infância, ou apenas na idade adulta. No entanto, em alguns casos, ela não chega a causar sintomas.
Ademais, existem diferentes tipos de cardiopatias: as leves, que só são descobertas na idade adulta. Bem como as graves, chamadas de cardiopatias cianóticas, capazes de causar alteração do fluxo de sangue para o corpo.
A cardiopatia pode ser classificada como:
1 – Cardiopatia congênita cianótica:
Esse tipo de cardiopatia é mais sério. Isso porque a anormalidade no coração pode afetar de forma considerável o fluxo sanguíneo e a capacidade de oxigenação do corpo. Ainda mais, a depender da sua gravidade, ela é capaz de causar sintomas, como palidez, pele azulada, falta de ar, desmaios, convulsões e morte.
As principais são:
Tetralogia de Fallot: impede o fluxo de sangue do coração para os pulmões, por causa de uma combinação de 4 defeitos, que se caracterizam:
-Pelo estreitamento na válvula que permite a passagem de sangue para os pulmões;
– Comunicação entre os ventrículos cardíacos;
– Mudança no posicionamento da aorta;
– Hipertrofia do ventrículo direito.
Anomalia de Ebstein: prejudica o fluxo sanguíneo por anomalias na valva tricúspide, ou seja, a valva que comunica as câmaras do coração direito.
Atresia pulmonar: causa a falta de comunicação entre o coração direito e os pulmões, impedindo a oxigenação correta do sangue.
2 – Cardiopatia congênita acianótica:
Esse tipo de cardiopatia causa modificações que nem sempre provocam repercussões tão sérias no funcionamento cardíaco. Além disso, a quantidade e a intensidade dos sintomas depende da gravidade do defeito cardíaco. Pois, pode haver ausência de sintomas, sintomas apenas durantes esforços ou insuficiência cardíaca.
As principais são:
Comunicação interatrial (CIA): comunicação anormal entre os átrios cardíacos, ou seja, as câmaras superiores.
Comunicação interventricular (CIV): defeito entre as paredes dos ventrículos, causando a comunicação incorreta dessas câmaras e a mistura de sangue oxigenado e não oxigenado.
Defeito no septo atrioventricular (DSVA): comunicação incorreta entre o átrio e o ventrículo, dificultando a função cardíaca.
Sintomas da cardiopatia congênita
Os sintomas da cardiopatia congênita dependem do tipo e da complexidade das alterações cardíacas:
Recém-nascidos e bebês:
Cianose (coloração roxa na ponta dos dedos ou nos lábios);
Suor excessivo;
Palidez e apatia;
Cansaço excessivo durante as mamadas;
Baixo peso e falta de apetite;
Irritação;
Respiração rápida e curta mesmo em repouso.
Crianças mais velhas ou adultos:
Coração acelerado e boca roxa após esforços;
Infecções respiratórias recorrentes;
Cansaço fácil;
Não desenvolve e nem ganha peso normalmente.
As cardiopatias congênitas, desde as mais simples até as mais graves, precisam ser acompanhadas por um médico especialista. Portanto, em caso de sintomas, consulte com um cardiologista.