Instituto de Cardiologia Dr. Pedro Ribeiro e Medicina Integrativa em Barra do Garças – MT
A obesidade é considerada atualmente uma epidemia global. De acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, mais de 2,3 bilhões de pessoas estão acima do peso em 2025 e, dentre elas, 700 milhões são obesas. Esse número é muito preocupante, já que o aumento das medidas está associado a inúmeras doenças e até à morte.
Por isso, que tal conferir esse conteúdo de como tratar essa condição e evitar o acometimento dessas comorbidades associadas?
O objetivo da terapia é prevenir, tratar ou reverter as complicações da obesidade e melhorar a qualidade de vida, para isso a perda de peso é o principal foco terapêutico. Assim, é útil entender a magnitude esperada da redução de massa com qualquer intervenção, a fim de alinhá-la com o objetivo do paciente.
A avaliação do risco desse indivíduo inclui a determinação do grau de sobrepeso (índice de massa corporal [IMC]), a presença de obesidade abdominal (circunferência da cintura) e de fatores de risco de doença cardiovascular, hipertensão, diabetes, acúmulo de gordura no sangue, apneia do sono e doença hepática gordurosa.
Após a determinação do nível de severidade desse paciente, é possível encaminhá-lo a um tratamento mais adequado às suas necessidades e condições.
Primeiramente, o indivíduo adota uma modificação abrangente no estilo de vida com uma combinação de dieta mais equilibrada com redução de frituras e açúcar, principalmente. Realização de exercícios físicos de forma regular com uma média de 30 minutos diários.
Além disso, é importante uma modificação comportamental, ou seja, que a pessoa queira, de fato, deixar seus antigos hábitos de lado e esteja aberta à nova vida.
Para isso, ela pode buscar ajuda especializada de uma terapia, por exemplo, a fim de trabalhar o seu emocional para que ele caminhe junto com as melhoras futuras do seu físico.
Além disso, medicamentos que auxiliem o emagrecimento podem ser associados. No entanto, em casos de ineficácia desses métodos, é possível realizar uma cirurgia bariátrica nas situações que o paciente possui indicação.
Para isso, é necessário IMC acima de 40kg/m² ou de 35 kg/m² associados a comorbidades como diabetes, hipertensão ou doença obstrutiva do sono, por exemplo. As técnicas mais utilizadas são o bypass gástrico ou o sleeve, em que ambos retiram parte do estômago, diminuindo o seu tamanho e aumentando a sensação de saciedade da pessoa.
O êxito após esse procedimento é alcançado com a adoção daquelas mudanças de hábitos que comentamos por aqui, porque a cirurgia em si não é milagrosa e não é capaz de mudar a sua vida sem que você, também, faça a sua parte.